http://www.inducar.pt/webpage/contents/pt/cad/sobreEducacaoNF.pdf

BAUMAN, Z. Community. Cambridge: Polity, 2001.
COLL, C. Educação, escola e comunidade: na busca de um compromisso. Pátio: revista
pedagógica, Porto Alegre, ano 3, n. 10, p. 8-12, 1999.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
PUTNAM, R. D. Bowling alone. New York: Simon & Schuster, 2000.
Rennie F., Manson R., E-Learning and social networking handbook, 2008.
SILVA, P. Escola – família, uma relação armadilhada: interculturalidade e relações de poder.
Porto: Afrontamento, 2003.

37417110
Escola-Familia, uma relação armadilhada.

Na educação formal estes espaços são os do território das escolas, são instituições regulamentadas por lei, certificadoras, organizadas segundo diretrizes nacionais. Na educação não-formal, os espaços educativos localizam-se em territórios que acompanham as trajetórias de vida dos grupos e indivíduos, fora das escolas, em locais informais, locais onde há processos interactivos intencionais (a questão da intencionalidade é um elemento importante de diferenciação). Já a educação informal tem seus espaços educativos demarcados por refe_ referências de nacionalidade, localidade, idade, sexo, religião, etnia etc. A casa onde se mora, a rua, o bairro, o condomínio, o clube que se frequenta, a igreja ou o local de culto a que se vincula sua crença religiosa, o local onde se nasceu, etc.
Qual a finalidade ou objetivos de cada um dos campos de educação assinalados?
Na educação formal, entre outros objectivos destacam-se os relativos ao ensino e aprendizagem de conteúdos historicamente sistematizados, seguindo normas e leis, de entre os quais se destacam o de formar o indivíduo como um cidadão ativo, desenvolver habilidades e competências várias, desenvolver a criatividade, percepção, motricidade etc. A educação informal socializa os indivíduos, desenvolve hábitos, atitudes, comportamentos, modos de pensar e de se expressar no uso da linguagem, segundo valores e crenças de grupos que se frequentem ou que se pertença por herança, desde o nascimento Trata-se do processo de socialização dos indivíduos.( A educação não-formal torna os indivíduos capazes de se tornarem cidadãos do mundo, no mundo. A sua finalidade é abrir janelas de conhecimento sobre o mundo que rodeia os indivíduos e as suas relações sociais. Os seus objetivos não são dados à priori, eles constroem-se no processo interativo, gerando um processo educativo Um diferente modo de educar surge como resultado do processo centrado nos interesses e nas necessidades dos(as) que dele participam. A construção de relações sociais baseadas em princípios de igualdade e justiça social, quando presentes num dado grupo social, fortalece o exercício da cidadania. A transmissão de informação e formação política e sociocultural é uma meta na educação não formal. Ela prepara os cidadãos, educa o ser humano para a civilidade, em oposição à barbárie, ao egoísmo, individualismo etc. “In this new pedagogical model, students are encouraged to learn in an interactive and collaborative environment. Distance education is a subset of distributed learning, focusing on students who may be separated in time and space from their peers and the instructor. Distributed learning can occur either on or off campus, providing students with greater fl exibility and eliminating time as a barrier to learning. A common feature of both distance and distributed learning is technology. Regardless of whether students are on campus or online, there are many implications of integrating technology into education, i.e., in making learning distributed. (E-Learning and Social Networking Handbook p26).”
Quais são os principais atributos de cada uma das modalidades educativas que diferenciamos?
A educação formal requer tempo, local específico, pessoal especializado, organização de vários tipos (inclusive a curricular), sistematização sequencial das atividades, o uso de disciplina, regulamentos e leis, órgãos superiores etc. Ela tem caráter metódico e, usualmente, divide-se por idade/classe de conhecimento.
A educação informal não é organizada, os conhecimentos não são sistematizados e são retomados nas práticas e experiências anteriores, usualmente é o passado que orienta o presente. Ela atua no campo das emoções e sentimentos. É um processo permanente e não organizado.
A educação não-formal tem outros atributos: ela não é, organizada por séries/idade/conteúdos; atua sobre aspectos subjetivos do grupo; trabalha e forma a cultura política de um grupo. Desenvolve laços de pertença. Ajuda na construção da identidade coletiva do grupo (este é um dos grandes destaques da educação não-formal na atualidade); ela pode colaborar para o desenvolvimento da auto-estima e do empowerment do grupo, criando o que alguns analistas denominam, o capital social de um grupo. Fundamenta-se no critério da solidariedade e identificação de interesses comuns e é parte do processo de construção da cidadania coletiva e pública do grupo.
Quais são os resultados esperados em cada campo assinalado?
Na educação formal espera-se, sobretudo que haja uma aprendizagem efetiva (que, infelizmente nem sempre ocorre), além da certificação e titulação que capacitam os indivíduos a seguir para graus mais avançados. Na educação informal os resultados não são esperados, eles simplesmente acontecem a partir do desenvolvimento do senso comum nos indivíduos, senso este que orienta as suas formas de pensar e agir espontaneamente. A educação não- formal poderá desenvolver, como resultados, uma série de processos tais como:
• Consciência e organização de como agir em grupos coletivos;
• A construção e reconstrução de concepção(ões) de mundo e sobre o mundo;
• Contribuição para um sentimento de identidade com uma dada comunidade;
• Forma o indivíduo para a vida e suas adversidades (e não apenas capacita-lo para entrar no mercado de trabalho);
• Quando presente em programas com crianças ou jovens adolescentes a educação não-formal salva o sentimento de valorização de si próprio (o que os media e os manuais de auto-ajuda denominam, simplificadamente, como a auto-estima); ou seja dá condições aos indivíduos para desenvolverem sentimentos de autovalorização, de rejeição dos preconceitos que lhes são dirigidos, o desejo de lutarem para ser reconhecidos como iguais (enquanto seres humanos), dentro das suas diferenças (raciais, étnicas, religiosas, culturais, etc.);
• Os indivíduos adquirem conhecimento da sua própria prática, os indivíduos aprendem a ler e interpretar o mundo que os cerca.

Bibliografia

BAUMAN, Z. Community. Cambridge: Polity, 2001.
COLL, C. Educação, escola e comunidade: na busca de um compromisso. Pátio: revista pedagógica, Porto Alegre, ano 3, n. 10, p. 8-12, 1999.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
PUTNAM, R. D. Bowling alone. New York: Simon & Schuster, 2000.
Rennie F., Manson R., E-Learning and social networking handbook, 2008.
SILVA, P. Escola – família, uma relação armadilhada: interculturalidade e relações de poder. Porto: Afrontamento, 2003.

Mark Klassen

Emanuel Filipe Marques Silva (N.º 1006326)

Eunice Belém Rodrigues Afonso (N.º 1006296)

Novembro de 2011

A instantaneidade está a apoderar-se da transmissão, aquisição e integração, dos conhecimentos assim como da sua transformação. Tudo isto se deve a uma cibercultura emergente, o ciberespaço apresenta-se como uma nova realidade educacional, neste momento, é exigida mais flexibilidade espaciotemporal, pessoal e grupal, quer para aprender quer para ensinar. Os conteúdos já não podem ser fixos como no passado, devendo existir uma maior abertura nos processos de pesquisa e de comunicação. Actualmente, torna-se difícil conciliar a quantidade de informação, a variedade das fontes, que nos dão acesso a ela, e o aprofundamento da sua compreensão, em espaços rígidos pouco flexíveis. É necessário adquirir competências para a seleção da informação, dando importância às informações significativas conseguindo integrá-las dentro da nossa mente e da nossa vida. A Web fornece-nos, de forma rápida e atraente, uma multiplicidade de informação, o professor deixa de ter como principal função transmitir informação e passa a ter a responsabilidade de ajudar os alunos a relacionar e contextualizar os dados. Por outro lado, o aluno deve estar pronto a recebê-los, é imprescindível que possua a maturidade para incorpora-los de modo real e significativo. A informação recolhida será incorporada vivencial e emocionalmente, tornando-se significativamente aprendida. George Siemens (2009) diz-nos “ver os outros a aprender é um ato de aprendizagem. Quando alguém decide compartilhar os seus pensamentos e ideias de forma transparente, torna-se o professor (…)”.

O colega Carlos Garcia referiu no fórum, Paradigma do virtual para a educação: “segundo Moran (2000) educar é colaborar para que professores e alunos(as), escolas e organizações transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem … uma mudança qualitativa no processo de ensino/aprendizagem acontece quando conseguimos integrar dentro duma visão inovadora todas as tecnologias: as telemáticas, as audiovisuais, as textuais, as orais, musicais, lúdicas, e corporais … são importante diversificar as formas de dar aula de realizar actividades, de avaliar”. Como o colega diz foi esta “pedrada no charco” que o virtual nos trouxe.

Lévy (1996:16) afirma “o virtual não se opõe ao real mas sim ao actual”. O presente abandona o seu imediatismo, já não é um momento temporal entre o passado e o futuro, mas uma simultaneidade de momentos, distribuídos por diferentes faixas temporais.

Para Lévy o virtual é uma potência que se manifesta complementarmente à realidade, é virtualizante levando à transformação do próprio mundo, uma dessubstancialização que tem efeito de desterritorialização passando sucessivamente do privado/interior ao público/exterior podendo verificar-se também o inverso. A subjectivização e a objectivação referem-se ao construto e influência com que essa virtualização traz mutações ao nosso mundo e às nossas mentes.

Koselleck (1990) propõe em substituição do modelo de tempo histórico, perceber a assimetria entre o passado como experiência e o futuro como horizonte de expectativa, pressupondo a experiência, habitualmente considerada memória da acção ou apenas acção, compreendida como completa.

Quando o envolvimento social de um sistema se altera substancialmente passam a ser necessárias mudanças sistémicas, estas funcionam como adaptações ou transformações, da realidade que temos para nova realidade, que irá funcionar melhor no âmbito dessas mudanças. Neste momento, passamos de um ensino individual cuja liderança era autocrática para um paradigma organizacional de lideranças partilhadas. As relações profissionais eram muito competitivas, utilizava-se a produção de massa, e assim, as pessoas limitavam-se a agir em conformidade com o que delas era esperado, atualmente propõe-se uma autonomia responsável, relações cooperativas, produções personalizadas e espírito de iniciativa. Antes da mudança para o paradigma virtual, a comunicação realizava-se num único sentido, com o novo paradigma a comunicação passa a realizar-se simultaneamente por vários networkings, as tarefas eram divididas agora são partilhadas.

Em tempos de crise como os que vivemos, as necessidades e as condições para que o novo paradigma desponte são numerosas e onerosas, os actuais trabalhadores não estão devidamente apetrechados para os novos desafios. Os currículos precisam se ser reformulados, até porque, os estudantes não estão a assimilar o conhecimento suficiente.

Os novos educadores precisam de novas estruturas organizacionais, mais flexíveis, com diferentes opções e onde recebam o apoio necessário ao exercício das suas novas funções.

O virtual como paradigma para a educação

Competências a desenvolver:

  • Problematização do conceito de virtual.
  • Problematização do conceito de hiperespaço e do seu potencial educativo
  • Argumentar de forma sustentada sobre as potencialidades do virtual para a educação.